—-Lula inicia radioterapia preventiva após cirurgia para retirada de câncer de pele no couro cabeludo
Procedimento é complementar à cirurgia realizada em abril e visa reduzir risco de a lesão reaparecer
Início
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou um ciclo de 15 sessões curtas de radioterapia superficial no couro cabeludo como medida preventiva após a cirurgia realizada em abril para retirar um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. O procedimento está sendo feito no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, e cada sessão dura cerca de dois minutos, aplicadas ao longo de aproximadamente três semanas.
Objetivo
Segundo a equipe médica, a radioterapia superficial funciona como um tratamento complementar para o controle local da área onde a lesão foi removida, com o objetivo de reduzir o risco de a doença voltar a aparecer no mesmo local. Por se tratar de uma área pequena, os médicos descartam a ocorrência de efeitos colaterais sistêmicos graves. Os sintomas esperados são leves e restritos ao local tratado, como vermelhidão e descamação da pele. O procedimento é rápido e praticamente indolor, o que permite que o presidente mantenha sua agenda oficial de viagens e compromissos sem interrupções.
Câncer
O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais frequente no Brasil e no mundo. Ele surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme e responsáveis pela renovação da pele, e está quase sempre associado à exposição crônica e cumulativa ao sol. Os raios ultravioleta danificam o DNA das células cutâneas, e com o tempo esse dano pode levar ao crescimento descontrolado do tumor. Pessoas de pele clara, olhos claros, que tiveram queimaduras solares na infância ou que trabalham expostas ao ar livre apresentam maior risco. O tumor costuma crescer de forma lenta e localizada, raramente se espalhando para outros órgãos, e no caso de Lula a lesão estava situada no alto da cabeça, região frequentemente exposta à radiação solar.
Tratamento
A primeira linha de tratamento para esse tipo de tumor é a cirurgia para remoção completa da lesão, como ocorreu em abril. A radioterapia superficial é indicada em seguida quando há risco de recidiva no mesmo local, em razão da localização, do tamanho ou das características do tumor. Ela utiliza feixes de radiação de baixa energia que atingem apenas as camadas superficiais da pele, sendo eficaz para tratar lesões no couro cabeludo, face e outras áreas delicadas, preservando os tecidos mais profundos. Quando diagnosticado cedo e tratado corretamente, o carcinoma basocelular apresenta taxa de cura superior a 90%, e o acompanhamento dermatológico após o tratamento é fundamental para identificar precocemente qualquer sinal de retorno da doença.
Prevenção
A prevenção continua sendo a principal estratégia contra o câncer de pele. Isso inclui o uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior, mesmo em dias nublados, e a reaplicação a cada duas horas em caso de exposição direta. Chapéus de aba larga, bonés e roupas com proteção UV ajudam a proteger áreas como o couro cabeludo e as orelhas, que costumam ser negligenciadas. Também é recomendável evitar a exposição solar nos horários entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Observar a pele regularmente para identificar manchas, feridas que não cicatrizam, caroços brilhantes ou lesões com bordas irregulares é outra medida importante, especialmente no couro cabeludo, onde o diagnóstico costuma ser mais tardio. Consultas anuais com dermatologista são indicadas para quem tem histórico de exposição solar intensa ou fatores de risco, e devem ser mais frequentes para quem já teve câncer de pele. O diagnóstico precoce segue sendo o principal fator para garantir um tratamento simples e com excelente prognóstico. ABAIXO IMAGEM ILUSTRATIVA FEITA POR IA






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