O escritor campista Gildo Henrique lançou, na última sexta-feira (7), seu mais recente romance, “Fátima – Agonia e Redenção”, durante o 6º Festival Doces Palavras em Campos dos Goytacazes. O lançamento foi no Espaço Chuvisco Péris Ribeiro, montado especialmente para o evento em razão das obras de reforma do Palácio da Cultura, na Rua Alvarenga Filho, no Centro.
Conhecido por retratar com autenticidade os cenários e personagens da Baixada Campista, Gildo ambienta a nova narrativa em Mussurepe e regiões próximas, passando por Goitacazes, Poço Gordo, Campo Limpo, Baixa Grande, Santo Amaro e Farol de São Thomé, além de Cazumbá e Água Preta, em São João da Barra, terra de origem de alguns protagonistas.
A história gira em torno de Fátima, uma mulher de meia idade que, depois de uma vida marcada por carências, dor e opressão, decide se isolar no Mosteiro de São Bento. Lá permanece por seis meses, em silêncio e recolhimento, tendo deixado o lar e os filhos com um singelo bilhete:
“Meus filhos, não me procurem. Estarei bem. Deixei o café na garrafa e saí por aí. Não tenho mais condições de viver nesta casa…”
O livro traz prefácio da professora e doutora em Letras Ana Poltronieri (IFF) — que observa que “fugir, às vezes, é a melhor forma de chegar” — e posfácio do psicólogo e escritor Thiago Carvalho, que descreve a obra como “profundamente comovente” e capaz de “denunciar, de maneira elegante e sensível, as feridas sociais ainda presentes em Campos dos Goytacazes e no país”.
Com pré-lançamento realizado em Brasília no final de setembro, o romance tem recebido elogios de leitores de diferentes regiões do Brasil pela linguagem acessível e estrutura envolvente, marcada por reviravoltas e emoção.
Mais uma vez, Gildo Henrique mostra talento em transformar histórias da terra campista em literatura de alcance universal — tocando o público com personagens humanos, conflitos reais e uma escrita que combina delicadeza e força narrativa.
Gildo segue de modo fiel o conselho de Leon Tolstói: “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”.







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