E convoca audiência pública
O CREA-RJ-Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, vai fazer uma audiência pública para informar a população, e o poder público sobre o grave estado de conservação da ponte de madeira que liga a Ilha do Caju à Ilha da Conceição, em Niterói.
A audiência será de forma presencial na Inspetoria do CREA-RJ em Niterói, na Avenida Roberto Silveira, 245, em Icaraí. A entidade vai mostrar dados técnicos sobre conservação, manutenção e segurança estrutural da ponte, considerada estratégica para a mobilidade urbana.
Aberto ao público em geral, o evento permite a manifestação de cidadãos e representantes do poder público, com registros formais em ata. O Conselho pretende esclarecer a situação atual da estrutura e registrar contribuições da sociedade sobre o problema existente há mais de um ano.
Durante a audiência, o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, vai anunciar a criação da Equipe de Fiscalização de Pontes, Viadutos, Passarelas e Túneis, com atuação em todo o estado do Rio de Janeiro. Segundo Fernández, o Conselho tem recebido diversas denúncias relacionadas ao estado precário de estruturas de engenharia, o que motivou a formação de um grupo técnico especializado.
A nova equipe integra a segunda fase da especialização da fiscalização do Conselho. A primeira etapa envolveu o Grupo de Fiscalização de Grandes Eventos, responsável por mais de 500 ações ao longo de dois anos em eventos realizados no estado. De acordo com o presidente, o trabalho contribuiu para a redução de incidentes graves em atividades de grande porte no Rio de Janeiro.
Desde novembro de 2024, o CREA-RJ vem alertando oficialmente sobre o risco de colapso da ponte de madeira situada nas proximidades da Ponte Rio-Niterói, às margens da Baía de Guanabara. Por meio de ofícios, a fiscalização do Conselho comunicou à Prefeitura de Niterói as condições críticas da estrutura, que possui cerca de cem metros de extensão.
A situação é considerada ainda mais sensível devido ao tráfego diário de caminhões pesados, inclusive com transporte de combustível, além da circulação de pequenas embarcações sob a ponte. O cenário levanta a possibilidade de um grave acidente estrutural e ambiental. As denúncias tiveram repercussão na imprensa estadual e levaram o município a anunciar obras no local, que não chegaram a ser executadas.
À época, Miguel Fernández defendeu a interrupção imediata do tráfego na ponte e a recuperação da estrutura com a contratação de empresas e profissionais devidamente registrados e habilitados junto ao CREA-RJ.
A participação na audiência pública será garantida mediante presença no local, inscrição para manifestação oral, quando prevista, e registro formal das contribuições. As falas seguirão a ordem dos trabalhos, com tempo determinado e caráter institucional.






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